A previsão de produção de café no Brasil para 2025 indica um total de 51,8 milhões de sacas de café, mesmo com o aumento de 0,5% na área de plantio. Esse número representa uma redução de 4,4% em relação a 2024, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Isso é consequência de fatores climáticos negativos durante a bienalidade. Fatores como altas temperaturas durante a floração e falta de água, impactaram em cerca de 28 sc/ha.
O café arábica está previsto uma redução de 12%, totalizando 34,7 milhões de sacas em comparação com 2024. Minas Gerais, o principal produtos do país foi afetado pelas condições climáticas, com queda de 12%. Já o conilon prevê um aumento de 17%, totalizando 17 milhões de saca, sendo o Espírito Santo o principal produtor, fazendo 70% da produção.
Para o mercado de exportação, o café arábica totalizou quase 37 milhões de sacas para o exterior. Esse é um volume recorde, correspondendo a 73,2% do total, um aumento de 19,8% em 2024 em comparação com 2023. O café canéfora também teve alta, com aumento de 9,3 milhões de sacas, 18% do total das exportações.
Esses números recordes são reflexos do comportamento da produção em outros países como Vietnã e Indonésia que sofreram por conta de estresses climáticos. Dessa forma, mesmo com queda na produtividade brasileira, ainda atendeu as demandas externas.
Dentre os principais destinos para o café brasileiro, os Estados Unidos ficam em primeiro lugar, com 16% da exportação. A Alemanha vem logo em seguida com 15% e depois Bélgica e Itália.
Apesar dos dados animadores, ainda há o problema de logística no porto com atrasos e alterações de escala. O porto de Santos ainda é o principal exportador seguido do Rio de Janeiro.
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